Paixão
Nuno Manuel / Jaime Santos *Fado Alfacinha*
Tenho tanto que dizer
Nao sei por onde começar
Decidi então escrever
Para melhor te recordar
Nossas vidas se cruzaram
Num passado não distante
Almas gémeas se tocaram
E isso foi o bastante
As estrelas do universo
Que moram no infinito
Sabem todas o que passo
Por esse amor tão bonito
Não foi de escolha ou capricho
Essa grande e louca paixão
Foi nada mais que um grito
Do que trago no coração
Por este amor sem idade
Meu coração se perdeu
Vivo assim nesta saudade
Pois é este o fado meu
quarta-feira, 29 de abril de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
Castigo
António Bergano / J. Franklim (Franklim Quadras)
Não é vontade de Deus
Que passas tanto tormento
Escolheste outro caminho
Sem ter pensado um momento
Vives com esta ansiedade
Por não veres a razão
Falas muito, apenas dizes
Mentiras p’rá confusão
Se falas pouco me importa
Inventas só qualidades
Não tens o dom da palavra
Conta sim, mas só verdades
A indiferença é saudável
Quando se está bem connosco
Podes estar amargurada
Eu não fico indisposto
Perder algo já perdido
Não é perder a verdade
Fugir dela é bem pior
É não ver a realidade
António Bergano / J. Franklim (Franklim Quadras)
Não é vontade de Deus
Que passas tanto tormento
Escolheste outro caminho
Sem ter pensado um momento
Vives com esta ansiedade
Por não veres a razão
Falas muito, apenas dizes
Mentiras p’rá confusão
Se falas pouco me importa
Inventas só qualidades
Não tens o dom da palavra
Conta sim, mas só verdades
A indiferença é saudável
Quando se está bem connosco
Podes estar amargurada
Eu não fico indisposto
Perder algo já perdido
Não é perder a verdade
Fugir dela é bem pior
É não ver a realidade
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Aula de Canto Aberta

No sábado 18 de Abril 2009 haverá um workshop na Reitoria da Cidade Universitária pelas 11h, inserido nas comemorações do Dia Mundial da Voz, intitulado Aula de Canto Aberta. Vai ser um dia cheio de worshops e concertos, vale a pena ir e divulgar a quem tenha interesse em ver ao vivo uma aula de canto.
Para entrada livre apenas no workshop de canto deverão os interessados confirmar com seu nome para o mail: nuno.manuel@sapo.pt até às 22h do dia 17. Lugares limitados.
A entrada são 5 euros para todos os eventos e actividades do dia.
Foi aqui...
Foi num dia de Março, no Café Blá Blá no Cacém que a minha devoção ao Fado começou. Do Paulo Feiteira (viola) recebi o veredícto "Tu não metes nojo nenhum a cantar"Dele e de outros recebi a inspiração e a vontade de ir mais longe nesta cultura nacional que é o Fado. Por tudo isto fica aqui o meu testemunho e o meu agradecimento aos que estiveram e estão presentes neste despertar. Nesta foto canta Manuel Pires. Eu estava atrás da câmara.
domingo, 5 de abril de 2009
Bela Infância
Nuno Manuel / Júlio de Sousa *Fado Loucura*
Grandes mestres
Eu ouvi
Ainda de tenra idade
No bairro onde nasci
Tradição
E saudade
Corriam de boca em boca
Dos avós à mocidade
Na minha rua
Era ao pião que jogava
E quando a noite caia
No fado eu me embalava
E na taberna
Há uma guitarra que trina
Um solo triste e bairrista
Prá voz d’alguma varina
Alguns fados
Aprendi
Que ainda hoje acarinho
Momentos bons que vivi
Tempos idos
Sem fartura
Era um carrinho d’esferas
Nossa maior aventura
Recordo ainda
Aquele meu grande amigo
Que pelo meu querido pai
M’acarinhou como um filho
E se vos canto
Não pensem que é por despeito
Pois tenho orgulho e vaidade
De onde vim e sou por direito
E a hora virá
Tal como o nosso Tristão
Levarei com toda saudade
O Alto Pina em meu coração.
Nuno Manuel / Júlio de Sousa *Fado Loucura*
Grandes mestres
Eu ouvi
Ainda de tenra idade
No bairro onde nasci
Tradição
E saudade
Corriam de boca em boca
Dos avós à mocidade
Na minha rua
Era ao pião que jogava
E quando a noite caia
No fado eu me embalava
E na taberna
Há uma guitarra que trina
Um solo triste e bairrista
Prá voz d’alguma varina
Alguns fados
Aprendi
Que ainda hoje acarinho
Momentos bons que vivi
Tempos idos
Sem fartura
Era um carrinho d’esferas
Nossa maior aventura
Recordo ainda
Aquele meu grande amigo
Que pelo meu querido pai
M’acarinhou como um filho
E se vos canto
Não pensem que é por despeito
Pois tenho orgulho e vaidade
De onde vim e sou por direito
E a hora virá
Tal como o nosso Tristão
Levarei com toda saudade
O Alto Pina em meu coração.
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